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Bath – Inglaterra/Reino Unido

19/06/2017

Bath é uma cidade que fica no sudoeste da Inglaterra, no condado de Somerset e é muito conhecida pelas suas fontes naturais de águas quentes e suas termas romanas. A cidade tem aproximadamente 90 mil habitantes e fica a 160 quilômetros de Londres. Bath é Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1987.

A cidade se tornou um spa, com o nome em latim de Aquae Sulis (as águas de Sulis) no ano 60 a.C., quando os romanos construíram termas e um templo no vale do Rio Avon. Por causa de suas fontes naturais de águas quentes, que dizem até que têm poder curativo, Bath foi bem popular na era georgiana, e era usada como uma “cidade spa” pelos ricos. Durante o reinado de George III foi quando a cidade se desenvolveu e muitos dos seus prédios famosos foram construídos nessa época.

Foi nossa segunda visita a Bath, a primeira foi em 2012, quando Marc e eu nem namorávamos ainda. Mas em 2012, não visitamos pontos turísticos, apenas saímos para jantar, passemos sem rumo e conversamos bastante, portanto acho que posso contar essa vez como a “primeira vez como turista em Bath”! 🙂

Começamos o dia no gramado em frente ao Royal Crescent. O Royal Crescent é um conjunto de casas em formato de semicírculo, projeto do arquiteto John Wood, the Younger, construído entre 1764 e 1774. O edifício é um exemplo de arquitetura georgiana que podemos encontrar em Bath e em todo o Reino Unido.

O Royal Crescent era composto de trinta casas. Hoje em dia, dez continuam sendo casas, dezoito foram divididas em apartamentos,  uma se transformou em um museu, o No. 1 Royal Crescent e outra em hotel. O museu No. 1 Royal Crescent mostra como era o estilo de vida no período georgiano e a entrada custa 10 libras.

Algo muito característico de Bath são seus edifícios construídos com pedra de cor clara chamada “pedra de Bath”. Nas fotos desse post e no vídeo dá pra ver bem que a maioria dos prédios da cidade são da mesma cor. A arquitetura de Bath é basicamente uma arquitetura palladiana (estilo arquitetônico derivado da obra de Andrea Palladio, que viveu no séc. XVI) e georgiana (arquitetura produzida ao longo do reinado dos reis George I, II, III e IV, entre 1720 e 1840 aproximadamente).

Royal Crescent

Saímos do Royal Crescent e andamos bem pouquinho até chegar no The Circus.

O The Circus é uma das marcas registradas da arquitetura georgiana e de Bath. Foi construído entre 1754 e 1768, e o nome vem do latim “circus” que significa anel, oval, círculo. Assim como o Royal Crescent, também é um conjunto de casas. O projeto é do arquiteto John Wood, the Elder,  mas ele faleceu antes de começarem a construir o edifício, então seu filho (John Wood, th Younger) acompanhou as obras. A arquitetura do The Circus foi inspirada no Coliseu, e John Wood, the Elder era fascinado por construções pré-históricas, feitas de pedra e em formato circular, portanto, a construção tem o mesmo diâmetro que o místico Stonehenge. O gramado que fica no meio da construção antigamente era um reservatório de água para as casas, mas a partir de 1800 passou a ser um jardim.

The Circus

Ruazinha charmosa de Bath.

Depois do The Circus resolvemos ir comer porque ainda tínhamos várias coisas para ver em Bath, então fomos almoçar em um restaurante moderninho e charmoso chamado Same Same but Different, eles servem café da manhã, tapas, sanduíches, alguns pratos leves e também é um ótimo lugar pra tomar um cafezinho.

Após nosso almoço, fomos até o Bath Assembly Rooms, mais um projeto de John Wood, the Younger.

O Assembly Rooms é um prédio histórico, construído entre 1769 e 1771, composto por várias salas e feito para abrigar reuniões e festas da aristocracia. Cada salão tinha um propósito, como por exemplo, o Tea Room era o salão de chá, e o Ball Room, o salão de bailes. A entrada é gratuita e hoje em dia alugam as salas para eventos e casamentos.

No mesmo edifício fica o Fashion Museum (o museu de moda). A entrada para o museu, que foi inaugurado em 1963, custa 8,75 libras.

Ball Room, Assembly Rooms

Saímos do Assembly Rooms para ir em direção a Ponte Pulteney, mas no nosso caminho estava o The Jane Austen Center. E apesar de eu não saber nada sobre a famosa escritora, achei que valia a pena fazer uma fotinha e explicar um pouquinho sobre o lugar porque várias pessoas amam o que ela escreveu.

Jane Austen foi uma escritora inglesa, nascida em Hampshire, mas que viveu por um bom tempo em Bath. Ela morreu em 1817, aos 41 anos. Foi a autora de livros super lidos como “Orgulho e Preconceito”, “Razão e Sensibilidade” e “Persuasão”. No Jane Austen Centre fica um pequeno museu que fala sobre o tempo que a escritora viveu em Bath e o efeito da cidade sobre ela e sobre o que escreveu. Dentro do Jane Austen Center também tem uma casa de chá, chamada Regency Tea Room. A entrada custa 11 libras.

The Jane Austen Center

Chegamos na Pulteney Bridge, um dos cartões postais da cidade. A ponte Pulteney atravessa o Rio Avon e quem mandou construí-la foi William Pulteney, o projeto foi de Robert Adam. Ficou pronta em 1773 e foi feita para conectar o centro de Bath às terras do outro lado do rio. É uma das poucas pontes no mundo que possuem lojas por toda sua extensão.

Ponte Pulteney e o Rio Avon

Passamos por cima da ponte, que mais parece uma rua normal e não uma ponte e fomos para o outro lado do rio. A intenção era chegar em um parque mais a frente para tirar uma foto bem bonita da ponte com o Rio Avon, mas tinha que pagar 1,50 libras por pessoa para entrar no bendito parque (que era bem bonitinho por sinal) e resolvemos não entrar.

Fomos para a Abadia de Bath ou Abadia de São Pedro e São Paulo, que é uma igreja anglicana e antigamente era um monastério beneditino. Antes da abadia ser fundada no séc. XV, outras igrejas ocuparam o local, uma anglo-saxã e também uma catedral normanda.

Na “teoria”, a entrada na abadia é gratuita, mas eles sugerem uma doação de 4 euros (quando nós visitamos era 3 euros, mas o valor da sugestão de doação subiu, rs…). Mas assim, sugerem nada, né?! Tem uma porta e uma senhora lá pra receber, então conte que a visita a abadia irá custar 4 euros. Vou ser bem sincera: esse negócio de doação compulsória me deixa um pouco brava. Nada contra pagar para entrar, entendo que o fluxo de turistas é alto e dá para recolher uma graninha para ajudar com as despesas da igreja, mas na minha opinião, é muito mais certo dizer que cobra entrada e pronto!

Abadia de Bath

E enfim chegamos no ponto turístico mais “bambambam” de Bath (que fica na frente da abadia): as termas romanas, ou Roman Baths.

Patrimônio da Humanidade, é a principal atração de Bath e uma das mais populares do Reino Unido. Foi construído pelos romanos há mais de dois mil anos, no local onde fica a única fonte de água termal da Inglaterra, para ser um spa e um templo dedicado a deusa Sulis-Minerva.  A água dos Roman Baths tem 46 graus de temperatura e ainda nos dias de hoje, é essa fonte que os romanos descobriram que  abastecem as “piscinas”.

Os banhos romanos estão abaixo do nível da rua (por onde entramos no complexo), os outros edifícios acima do nível da rua forma construídos no séc. XIX. Custa 15,50 libras para entrar e o audioguia está incluído no preço.

O coração do complexo é o Great Bath (foto), os romanos se banhavam nessas águas e depois iam para uma outra sala adjacente e entravam em uma “banheira” de água fria (muito similar ao que fazemos hoje em dia nas saunas, certo?!).

É possível tomar da água dessa fonte de água termal, ela tem 43 minerais e dizem que tem poderes curativos. Eu tomei, não gostei!! 😛 Tem uma fonte “moderninha” no caminho para a saída do Roman Baths e também uma em um restaurante super elegante (e turístico!) chamado The Pump Room. A fonte dentro do Pump Room é lindíssima e você pode entrar para ver, no entanto não tinha ninguém servindo água termal “chique” quando passamos por lá. Como já era um pouco tarde e estava tudo fechando, resolvemos ir embora, já que não íamos tomar mais nenhum golinho daquela água horrorosa e muito menos comer do restaurante do Pump Room que é bem carinho.

Roman Baths

Visitar os Roman Baths e escutar todas aquelas histórias no audioguia (que aliás super indico pegar, escutar e passar horas passeando pelo complexo e pensando como era a vida na época dos romanos), dá uma vontade tremenda de fazer uns tratamentos estéticos e mergulhar em uma piscina quentinha cheia de minerais. Se você tiver tempo e dinheiro é só ir até o Thermae Bath Spa, um spa de águas termais naturais, com piscina no terraço, vários tratamentos faciais e corporais e tudo o mais. Só vi o edifício por fora e algumas fotos na internet porque nossa vida é de viajante econômico, mas existem pacotes a partir de 47 libras por pessoa, então também não é o fim do mundo para quem quiser ter essa experiência. 😉

Amores, espero que tenham gostado do passeio conosco por Bath e que o post ajude quem está pensando em visitar a cidade. Abaixo o mapa do nosso roteiro pela cidade e o vídeo! Beijinhos… :* :*

 

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