Destinos, Viagem

Paris – França – Parte 3/3

10/06/2017

Terceira e última parte do nosso passeio por Paris, a Cidade Luz!! 🙂

Começamos o dia no Museu do Louvre.

O museu fica instalado no Palácio do Louvre, é um dos maiores e mais famosos museus do mundo. No Louvre está a Monalisa, a Vênus de Milo, coleções de objetos do Egito Antigo, da Civilização Greco-Romano, Artes Decorativas, obras primas de Rembrandt, Michelangelo, Goya, Rubens entre várias outras coisas. São 35 mil obras expostas e seria necessário alguns dias para conseguir ver tudo.

O edifício abrigou o Palácio Real até o século XVII e antes de virar um museu (em 1793), foi uma fortaleza. O Louvre é dividido em 3 alas e resolvemos visitar apenas uma delas, a Ala Denon. Nessa ala ficam as esculturas Os Escravos de Michelangelo, a escultura Vitória de Samotrácia, a famosérrima Mona Lisa de Leonardo da Vinci e mais um montão de outras obras de arte incríveis.

A entrada do museu custa 15 euros e para mais informações como horário e dias de abertura, clique aqui.

Bom, como vocês vão perceber nas fotos abaixo, ver a Mona Lisa é todo “um evento”. Confesso que fiquei muito mais interessada em outras obras do que na famosa Gioconda de Da Vinci. Essa galera amontoada tentando tirar uma foto da (ou com a) “moça” me deixa intrigada e um pouco triste porque muita gente paga pra entrar no Louvre e “marcha” em direção a obra perdendo todas as outras maravilhas que tem por lá. Enfim, cada um faz o que quer da vida, né?! Hehe…

Gente, olha ali atrás! Tem mais um monte de pinturas lindérrimas que vocês estão ignorando, rs…

A Mona + umas cabeças!

Ficamos umas três horas dentro do museu e confesso que não deu pra ver a Ala Denon com a calma que eu gostaria, mas não tem problema… Quando voltarmos a Paris, vou ao Louvre, visito outra ala e dou uma passada na Denon novamente. Acho que em umas 5 visitas conseguirei “finalizar” todas as alas com o carinho que elas merecem! 🙂

Saímos do Louvre e bem pertinho fica a Angelina, que é uma das casas de chá mais famosas de Paris. Dizem que o chocolate quente de lá é o melhor da cidade! Eles abriram em 1903 e é um lugar tão “chiquetoso” que era frequentado por Coco Chanel. Chegamos na frente e tinha fila… Mas eu queria ver outras coisas e ficar meia ou uma hora na fila não estava nos meus planos, deixei pra próxima e segui meu caminho.

Ah! Tinha um carrinho na frente vendendo o tal do chocolate quente, mas se fosse para consumir algo do Angelina, queria consumir em “alta classe”, sentada em uma mesinha, apreciando a decoração e me achando a Coco Chanel! 😉

Fila na frente da casa de chá Angelina…

Resolvemos ir caminhando até Montmartre para poder apreciar mais um pouco da bela Paris.

Montmartre é um dos bairros mais charmosos da cidade e lá está o Moulin Rouge e a Basílica de Sacré Cœur (Basílica do Sagrado Coração). A região também é conhecida por seus pintores de rua, cafés, cabarés e sex shops.

No final do século XIX e início do século XX, vários artistas muito famosos, como Van Gogh, Dali, Picasso e Renoir, moraram em Montmartre. O bairro ficava fora dos limites de Paris, portanto era livre dos impostos e também as freiras e padres produziam vinho na região, então o custo de vida mais barato + a produção de vinho, deixou o local bem conhecido entre os “festeiros” e a galera mais boêmia.

Montmartre passou a ser parte de Paris em 1860 e hoje em dia é um dos bairros mais turísticos da cidade.

Chegamos no Moulin Rouge, um dos mais famosos cabarés de Paris, aberto desde 1889. No Moulin Rouge acontecem dois shows por noite, todos os dias do ano. Custa aproximadamente 100 euros para assistir o espetáculo, incluindo meia garrafa de champagne. Os preços mudam conforme o dia, horário e o que é oferecido.

Moulin Rouge

Continuamos subindo, porque queríamos chegar até a Basílica de Sacre Coeur, mas claro que fomos encontrando coisitas pelo caminho porque Paris é Paris, cada esquina um flash… 😀

Paramos no Café des 2 Moulins, do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. No filme, esse era o local de trabalho da personagem, interpretada por Audrey Tautou. Como estávamos lá, aproveitamos para comer um crème brûlée acompanhado de um cafezinho. Como eu disse no vídeo, não é o melhor crème brûlée da história, mas vale muito a visita ao café se você é um fã de Amélie… <3

Café des 2 Moulins

Mais uns passinhos de caminhada para chegar na Place de Abesses, onde fica o Muro do Eu Te Amo. Nesse muro, que foi recoberto com azulejos, está escrito “eu te amo” em mais de 300 idiomas.

Muro do Eu Te Amo, na Place de Abesses em Paris.

Passamos também por uma estação de metrô em estilo art nouveau, de 1912.

Entrada do metrô, do ano 1912.

E continuamos subindo, subindo… E dá-lhe colocar as pernocas pra trabalhar!

Chegamos na Place du Tertre, que fica no ponto mais alto de Paris.

No século XIX a Place du Tertre começou ser frequentada por artistas, inclusive alguns pintores famosos, como Renoir, Picasso, Van Gogh… Hoje em dia é tomada por pintores que expõem seus trabalhos, além de retratistas e artistas que fazem caricaturas ali na hora. Custa uma graninha razoável levar um retrato pra casa, mas muitos turistas adoram! Os pintores começaram ocupar a praça em 1955 e nos dias de hoje o espaço é gerenciado pela prefeitura de Paris. Todos eles passam por um exame (prova) para poder ter um espaço de 1 metro quadrado na Place du Tertre.

Na Idade Média existia um pelourinho e um tronco na praça e aconteceram algumas execuções por enforcamento também, sendo a última em 1735.

Os artistas da Place du Tertre.

E depois de caminhar e caminhar, e subir, e ver coisas bonitas, finalmente chegamos na Basílica de Sacré Cœur!

A basílica é uma igreja católica romana, símbolo do bairro de Montmartre. Construída em mármore travertino, entre o final do século XIX e começo do XX, é um dos monumentos mais visitados de Paris. Foi construída em homenagem aos 58 mil cidadãos franceses que morreram na Guerra Franco-Prussiana.

A entrada na igreja é gratuita e não pode fotografar lá dentro (eu filmei um pouquinho pra vocês, mas não quero encorajar ninguém a fazer coisa errada, rs…). É possível visitar a cúpula (6 euros) e a cripta (3 euros), e essas sim são pagas.

Da pracinha que fica na frente da Sacré Cœur se tem uma vista muito bonita da cidade, dá pra ver Paris inteirinha (ou quase inteira) dali! 🙂 Como fomos caminhando, subimos até a igreja pela parte de “trás” usando escadarias e ruazinhas mesmo, mas existe outras possibilidades que são bondinho ou na “pernada” pelas escadarias (existe a principal e umas laterais com menos gente e consequentemente menos rapazes tentando amarrar uma bendita de uma pulserinha no seu braço para depois extorquir algum dinheirinho).

Aliás, aproveitando a deixa, Paris é o paraíso dos “golpes”, e achei melhor do que eu mesma explicar pra vocês, colocar um link aqui de um blog de uma moça que mora lá tem um tempão e pode falar sobre eles com mais propriedade que eu: www.letsparis.com.br   Não precisa ficar assustado, viu?! Apenas siga as dicas que ela dá no post e tudo certo. 😉

Basílica de Sacre Coeur

Meus amores, e assim terminou nosso último dia de passeio pela capital francesa. Mas, como ficamos na região por mais uns dias, voltei para poder filmar a Torre Eiffel iluminada pra vocês e contar porque Paris é chamada de Cidade Luz. Para ver a torre e saber o porquê, é só assistir o vídeo que está logo abaixo! 🙂

Beijocas e logo eu volto para apresentar algumas cidades do Reino Unido pra vocês!! :*

Esse é o mapa do nosso roteiro pela cidade no terceiro dia:

 

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2 Comentários

  • Reply Jorge Marinho da Silva junior 14/06/2017 at 3:53 pm

    Subir na Basílica de Sacré Cœur é um tanto claustrofobico. Minha namorada passou mal. A escada é super estreita, só passa uma pessoa, e não tem janelas.
    Para quem aguentar, a vista lá de cima compensa, é sensacional!!!!
    Adoro suas postagens e vídeos! Grande abraço!

    • Reply Maureen Garcia 29/06/2017 at 9:19 am

      Obrigada Jorge. Então, deixamos de subir em outras igrejas por ser claustrofóbico. Eu não passo mal, mas meu marido passa. Parece que o Duomo em Florença e a Basílica de São Pedro no Vaticano têm o mesmo problema. Na verdade esses lugares não foram construídos para serem visitados por turistas, né?! Por isso a falta de estrutura e espaço para se movimentar… Mas a vista deve ser linda mesmo. Um abraço!

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