Destinos, Viagem

Málaga

23/04/2016
amendoas

Olá! Demorou um pouquinho, mas cheguei com o post e vídeo sobre Málaga, na Espanha.

Não conhecíamos Málaga, mas a cidade tem um significado especial pra mim porque foi dali que saiu meu bisavô com direção à América do Sul. Imagina naquele tempo a coragem e otimismo que não tinha que ter uma pessoa para entrar em um navio e atravessar o oceano em busca do desconhecido. Acho que no fim das contas levo muito do senhor José Rodriguez Garcia em minhas veias.

Foi especial caminhar pelo centro histórico pensando que talvez um dia o meu bisa tenha caminhado pelas mesmas ruas… Até arrepia, só de pensar! E é um arrepio bom… 😉

A cidade de Málaga é a capital da província de mesmo nome e fica na comunidade autônoma de Andaluzia. Tem uma população de quase 600 mil habitantes e é a sexta cidade mais povoada da Espanha. Foi fundada pelos fenícios, no século VIII a.C., o que faz de Málaga uma das cidades mais antigas da Europa. Foi território de vários povos, entre eles, gregos e romanos, e no século VIII d.C. foi conquistada pelos árabes e ali eles ficaram até 1497, quando foi tomada pelos Reis Católicos.

Nosso camping na região de Málaga ficava um pouco fora da cidade, uns 20 quilômetros de distância mais ou menos, então pegamos o ônibus cedinho, tomamos um café da manha em um bar qualquer e começamos nosso passeio pelo Mercado de Atarazanas.

O Mercado de Atarazanas é o mercado municipal da cidade e o edifício atual é do século XIX, no entanto foi construído onde antigamente ficava uma “oficina” de barcos, que os árabes chamavam de “atarazana”. Da época nasrida, apenas restou a grande porta de mármore. O mercado abre de segunda a sábado, das 8 às 14h. Vale a pena a visita e não deixe de provar as “almendras” de Málaga, que são amêndoas fritas com sal, uma delícia!

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Entrada do Mercado de Atarazana. Foto: Marc W Bass

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Foto: Marc W Bass

Do mercado saímos caminhando meio sem rumo com direção ao centro histórico. Paramos na Plaza de la Constitucíon para fazer umas fotos. Essa praça é o coração do centro histórico e ali está uma das entradas para o Pasaje de Chinitas.

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Plaza de la Constitución

O Pasaje de Chinitas é uma ruazinha em forma de cruz e tem esse nome devido a um café que ficava ali, o Café do Chinitas. A princípio a rua chamava Pasaje Alvarez, que foi o político que mandou construir o “pasaje” onde antigamente era a entrada de um convento. Mas esse café ficou tão conhecido por sua atividade cultural e pela citação de Federico Garcia Lorca em um dos seus livros, que o nome Chinitas foi adotado. O café foi fechado em 1937, o nome perdura até os dias de hoje.

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Pasaje de Chinitas

Dali fomos caminhando até a catedral e a intenção era apenas ver por fora, e foi o que fizemos. A Santa Iglesia Basílica de la Encarnacion, ou apenas Catedral de Málaga é uma das jóias renascentistas mais preciosas da Andaluzia. Foi construída entre os séculos XVI e XVIII, onde antigamente ficava a mesquita da cidade. A catedral também é conhecida como “La Manquita” porque uma de suas torres nunca foi finalizada. Custa 5 euros para entrar na igreja.

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Catedral de Málaga

Depois da catedral a intenção era ir ate o Teatro Romano e em seguida visitar a Alcazaba e o Castillo de Gibralfaro, mas decidimos parar para um café na primeira cafeteria que vimos pela frente e seguir para a Plaza de La Merced, local onde fica a casa natal de Pablo Picasso e hoje abriga a Fundación Picasso. Resolvemos não entrar na Fundação porque eu não poderia tirar foto e nem filmar por dentro, dei preferência a lugares que eu poderia mostrar aqui no blog e no vídeo. Na praça também tem uma estátua do Picasso e se for ate lá, é lei: tem que tirar uma selfie com o famoso pintor! 😉

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Plaza de la Merced

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Fundación Picasso – casa natal do famoso pintor

Na praça mesmo paramos para fazer um lanchinho. De vez em quando nos nossos passeios, levamos algo para comer por dois motivos: 1)tentar comer mais saudável e 2)economizar um dinheirinho. Aproveitei e provei as amêndoas de Málaga que tínhamos comprado mais cedo no mercado. Deliciosas!

Depois do lanchinho, estávamos recarregados para continuar nossa caminhada. Queríamos entrar no Teatro Romano, mas o acesso já estava fechado. Também é possível vê-lo de fora, porque ele fica a céu aberto, apenas protegido por uma mureta. O teatro foi construído no século I, mas somente foi descoberto no ano de 1951, quando foram fazer a reforma do jardim de um prédio que se encontrava no local. O prédio foi demolido para dar lugar ao teatro.

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Teatro Romano

Logo atrás do teatro já está a Alcazaba, que foi o palácio fortaleza dos governantes mulçumanos que dominavam esse território antes de Málaga ser tomada pelos Reis Católicos. A Alcazaba foi construída entre o século XI e XII e foi levantada sobre os restos de uma edificação fenícia. O preço de entrada é de 2,20 euros, mas se comprar uma entrada combinada para a Alcazaba e o Castillo de Gibralfaro, fica em 3,55 euros (baratinho, baratinho!).

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Entrada da Alcazaba

Visitamos a Alcazaba e apesar de saber que era só caminhar um pouquinho e pegar um ônibus para chegar até o Castillo de Gibralfaro, resolvemos ir andando. É uma subidona, portanto, se você não estiver afim de ficar cansado ou não tiver condicionamento fisico, vá de onibus, hehe… O ônibus é o número 35, e o ponto fica no Passeo del Parque (marquei o local no mapa que está no fim do post, com uma bolinha).

Depois de uns 20 minutos caminhando, chegamos no Castillo de Gibralfaro e tínhamos uma hora para explorar o lugar antes de fechar. Escolhemos caminhar pela muralha, assim teríamos uma vista linda da cidade e poderíamos dar uma olhadinha no pátio interno também. O pátio interno é como um grande jardim, com algumas árvores. Para mim, a grande atração é poder caminhar pelas muralhas e ver Málaga lá de cima, imaginando que esse castelo, que na verdade é uma fortaleza, foi o que ajudou os árabes a resistirem ao máximo à investida dos Reis Católicos e seu exército. Consigo ver aquela muralha cheia de guerreiros protegendo sua cidade!

O Castillo de Gibralfaro também foi construído sobre construções fenícias e está situado na montanha de mesmo nome. O nome vem do árabe jabal farouk, que significa “monte do farol”, já que antigamente, ali existia um farol.

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Castillo de Gibralfaro

Passeamos pela muralhas e perto da hora de fechar a segurança veio nos avisar que tínhamos que sair. O sol já estava se pondo e uns mosquitos tinham “comido” parte das minhas costas (isso eu só descobri mais tarde, quando chegamos no camping!). Descemos pelo mesmo caminho que subimos (foi mais fácil, mas não tão fácil assim porque a descida é um pouco íngreme) e vimos um pôr do sol incrível… Na descida paramos um pouquinho no Mirador de Gibralfaro para admirar a cidade dourada pelos raios de sol.

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Vista do Mirador de Gibralfaro

Quando chegamos lá embaixo, até queríamos passear mais, mas o corpo já reclamava da andança do dia. Fomos até o centro histórico novamente, passamos pela Calle Marqués de Larios, uma importante rua comercial da cidade. A rua é um calçadão, então um ótimo lugar para passear, fazer comprinhas e sempre tem uns vendedores de castanhas por lá, caso você tenha comprado algumas no mercado e já tenha acabado com elas ou queira fazer um lanchinho enquanto passeia.

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Calle Marqués de Larios

Na Marqués de Larios achamos uma sorveteria chamada Casa Mira, entramos sem saber o que encontrar e o que encontramos foi um sorvete muito gostoso! Era para procuramos um lugar pra jantar, mas tomamos um sorvetinho e corremos para pegar o ônibus de volta pro camping depois de um dia gratificante na terra do meu bisa…

Observação sobre o mapa:

  • as letras correspondem aos lugares que visitamos. A letra A por exemplo, é o Mercado de Atarazana, e a I, a sorveteria Casa Mira.
  • no mapa do Google não tem o caminho que fizemos até o Castelo de Gibralfaro, mas começa em uma rampa que fica ao lado da entrada/saída da Alcazaba. Na dúvida, tem um quiosque de informação em frente a Alcazaba, é só perguntar! 😉
  • marquei a rua onde o ônibus passa com uma bolinha no mapa, para quem não tiver com “coragem” de fazer a subida caminhando.

Assista também o vídeo para ter uma experiência ainda melhor… Lembre-se que o post é um complemento do vídeo e vice-versa!

Espero que vocês tenham gostado de Málaga! O nosso próximo post e vídeo será sobre Sevilha… Para não perder os passeios por todas as cidades lindas que vamos passar, inscreva-se no canal do Eu Só Quero Tudo no YouTube.

Um beijo da nossa família itinerante…

Nos vemos na estrada!

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2 Comentários

  • Reply silvana 01/01/2017 at 10:56 pm

    Oi…..uma dica
    que cidade da espanha vc indicaria para fazer um intercambio de 1 mes?
    custo…amabilidade…facilidades….menos perigosa…

    • Reply Maureen Garcia 16/01/2017 at 12:37 pm

      Oi Silvana… Eu gosto muito de Barcelona, mas se você quiser uma cidade menor, eu indicaria Sevilha. Acredito que no sul as coisas são mais baratas e a Espanha é um país seguro, moramos uns 3 anos aqui (estamos na Espanha no momento) e nunca tivemos nenhum problema. Quanto a amabilidade, você vai encontrar de tudo… No geral, o espanhol é mais rude que o brasileiro por exemplo, e a primeira vista pode “assustar” um pouco esse comportamento. Madrid também é uma boa opção… 😉 Enfim, tudo depende do tipo de cidade que te interessa, maior, menor, com praia, sem praia, calor, mais fresca…

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