Espanha, Viagem

Bilbao – Espanha

10/02/2017

Bilbao é uma cidade que fica no País Basco, uma comunidade autônoma da Espanha. É a capital da província de Biscaia (Vizcaya), tem 350 mil habitantes e se contarmos também a área metropolitana são quase 1 milhão de habitantes. A cidade tem um porto e isso faz com que Bilbao seja um dos centros logísticos mais importantes do país.

Tivemos poucas horas na cidade, mas deu para passear um pouco e deixar um gosto de “quero mais” para quem sabe no futuro voltarmos para essa região da Espanha que nos encantou pela beleza e cultura.

No vídeo eu não falo sobre isso porque quis simplificar ao máximo já que não teríamos muito tempo na cidade, mas no País Basco, além do espanhol, se fala o basco (euskara). Portanto, se você chegar por lá e escutar as pessoas falando uma língua muito difícil de entender e nomes de ruas e placas em geral com palavras quase impossíveis de pronunciar, não se assuste e nem se preocupe, hehe… 😉

Começamos nosso passeio às margens da ria de Bilbao (ou ria del Nervión), que atravessa Bilbao dividindo a cidade em duas.

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Ria de Bilbao. À esquerda o Mercado de la Ribera e à direita Bilbao la Vieja.

O primeiro lugar que visitamos, apesar de saber que estaria fechado, foi o Mercado de la Ribera. A superfície comercial desse mercado é de 10 mil metros quadrados, o que faz dele o maior mercado coberto da Europa. Construído no ano de 1929, no Mercado de la Ribera você encontra peixe, carne, frutas, verduras e flores. Quando passamos por lá, todos os postos estavam fechados, apenas dois bares/cafés estavam abertos na parte de dentro. O horário do mercado é de segunda a sexta, das 8h as 14h e das 17h as 19h e sábado das 8h as 14h30min. Para mais informações, clique aqui.

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Mercado de la Ribera

Saímos do mercado e fomos passear um pouquinho pelo Casco Viejo (ou Las Siete Calles), que é o bairro mais antigo da cidade. Quando a vila de Bilbao foi criada, há mais de 700 anos, seus habitantes viviam da agricultura e da pesca, então a ria era a melhor forma de comunicação com outros lugares. E naquela época, existiam dois núcleos: de um lado da ria, que é Bilbao la Vieja, era uma zona mineira e do outro lado, o Casco Viejo, era um área mais mercantil e portuária.

O Casco Viejo era formado por três ruas paralelas e rodeado de muralhas. Com o tempo foi necessário derrubar as muralhas e acrescentar mais 4 ruas, então 3 de antes e mais 4 que vieram depois, são sete ruas ou  “sete caules”, que é um dos nomes do centro histórico. Desde 1979 toda a zona é reservada para o pedestres, portanto é uma ótima área para passear e fazer umas comprinhas, já que por ali estão várias lojas, bares e restaurantes.

Dentro do Casco Viejo também está a Catedral de Santiago, que tem esse nome porque o padroeiro da de Bilbao é São Tiago, o Maior. Construída no século XIV, em estilo gótico, é a igreja mais antiga da cidade. No local onde hoje está a construção antigamente ficava uma ermita e o caminho de Santiago passa pela catedral. Foi reformada várias vezes, a última do ano 1990 ao ano 2000, ano que foi aberta novamente ao público depois de 10 anos fechada para restauração. Para mais informações sobre a catedral, clique aqui.

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Catedral de Bilbao e uma das ruas do Casco Viejo.

Continuamos nosso passeio e fomos até a Plaza Nueva, que é uma praça do centro histórico com vários vários restaurantes e bares. Foi inaugurada em 1851, depois de um processo de construção muito complexo que durou 65 anos.

No País Basco, é muito comum as pessoas saírem para comer pintxos (pinchos) acompanhados de uma cervejinha ou vinho. Portanto, se estiver por Bilbao e alguém lhe convidar para uns pintxos, pode ir tranquilo porque são apenas aperitivos servidos nos bares por todo o País Basco (e restante da Espanha também), similares aos tapas, mas normalmente são menores e servidos em uma fatia de pão. Como estávamos na Plaza Nueva que é cheia de lugares para “se jogar” nos aperitivos, mesmo sem fome resolvemos provar os pintxos de dois lugares, primeiro no Bar Zuga, que apesar de ser um lugar bem cotado não conquistou nosso coração (principalmente por causa do atendimento) e o Cafe Bar Bilbao, que gostamos e até ficaríamos mais se não tivéssemos que correr pra conseguir ver mais coisas na cidade.

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Plaza Nueva

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Bar Zuga

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Cafe Bar Bilbao

Da praça fomos caminhando e passando por alguns pontos turísticos, apenas apreciando a beleza arquitetônica de Bilbao. O Teatro Arriaga é um desses lugares que vale a pena parar na frente por alguns minutos e apenas admirar. Obra do arquiteto Joaquín Rucoba e dedicado ao compositor Juan Crisóstomo Arriaga, que era bilbaíno e conhecido como o “Mozart espanhol”.

O teatro foi inaugurado em 1890, foi inspirado na Ópera de Paris e é um dos principais teatros de Bilbao, além de um dos edifícios mais importantes da cidade. Em 1983 aconteceu uma inundação em Bilbao e vários prédios tiveram que ser reformados, foi o caso do Teatro Arriaga. É possível fazer uma visita guiada ao teatro, mas essa tem que ser reservada com antecedência. Site do teatro: teatroarriaga.eus

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Teatro Arriaga

Um outro edifício com uma arquitetura muito bonita é o do Ayuntamento de Bilbao (prefeitura). O prédio foi inaugurado em 1892 e se você quiser conhecê-lo por dentro a visita guiada tem que ser reservada com 1 ou 2 meses de antecedência, e ela apenas é feita para grupos superiores à 10 e inferiores à 30 pessoas.

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Prefeitura de Bilbao

Passamos pelo Café Iruña, que foi inaugurado em 1903, só pra tomar um cafezinho rápido e continuamos nosso caminho…

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Café Iruña

Fomos caminhando pela Gran Vía uma das principais ruas de Bilbao e considerada centro comercial e financeiro da cidade. Nessa avenida tem várias lojas, instituições públicas e bancos. Ah! E o nome completo é “Gran Vía de Don Diego López de Haro”, em homenagem a um dos fundadores da vila de Bilbao.

A Plaza Moyúa também estava no nosso caminho. Uma praça bem agradável, construída na década de 40 e que sofreu algumas reformas desde então, é ponto de encontro dos cidadãos da cidade.

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Plaza Moyúa

Caminhando pela Gran Vía e passando pela praça, dá pra notar vários Fosteritos, que são as entradas das estações do metrô. O nome carinhoso vem do sobrenome do arquiteto Norman Foster, que foi quem criou essas estruturas feitas de aço e vidro. Aliás, não tivemos tempo de “passear” de metrô por Bilbao, mas dizem que é bem moderno.

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Fosterito

E com esse caminho que fizemos chegamos no nosso grande objetivo, o Museu Guggenheim, que é um museu de arte contemporânea que foi inaugurado em 1997 e desenhado pelo arquiteto americano Frank O. Gehry.

Como o Guggenheim de Nova York, o edifício em si é uma obra de arte, feito de titânio, pedra e vidro. Não tivemos tempo de entrar no museu porque ele fechava as 20h e chegamos lá já eram 19h. Prefiro nem entrar se não tiver tempo pra ver o que eu gostaria, porque sempre acabo “sofrendo” com o que deixei pra trás e não consegui ver. Ficamos com a opção de dar uma volta ao redor do museu (pela parte de fora) e admirar sua arquitetura futurista e algumas das obras de arte que estão expostas fora do edifício e que não precisa pagar nadinha pra ver! 😀

Uma dessas obras de arte é a escultura Puppy, do artista Jeff Koons, feito de aço inoxidável, substrato e plantas. A escultura tem a forma de um cachorro da raça West Highland White Terrier e tem mais de 12 metros de altura. Vimos também a obra El Gran Árbol y el Ojo, do artista indiano Anish Kapoor e a Escultura de Niebla n.º 08025 (F.O.G.), da artista japonesa Fujiko Nakaya.

Mas, apesar de todas essas esculturas serem interessantes e impressionantes, eu queria mesmo era ver uma escultura chamada  Maman, da artista francesa Louise Bourgeois. A obra de arte consiste em uma aranha gigante (1o metros de altura), feita de bronze, mármore e aço inoxidável que é uma homenagem à mãe da artista que era tecelã. Fiquei admirada com o tamanho da bendita da aranha (morro de medo!) e ainda bem que no final das contas é apenas uma escultura e não uma aranha monstra caminhando no pátio do museu!

Nós não visitamos o Guggenheim por dentro, mas ficou na nossa lista de “o que fazer na próxima visita a Bilbao”. O valor da entrada é de 13 euros e o horário é das 10h as 20h. Para mais informações, clique aqui.

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Puppy, no Museu Guggenheim

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Maman, no Museu Guggenheim

E assim terminou nossa visitinha rápida a Bilbao. Esperamos um dia voltar com mais tempo e poder curtir a cidade com mais carinho…

Mapa da nossa rota pela cidade:

Vídeo:

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