Viagem

Milão – Itália – Parte 1/2

12/12/2017

Na nossa temporada na Itália, Milão foi a primeira cidade que visitamos. E foi um ótimo lugar para se ter uma primeira impressão do país, tanto para as coisas boas quanto para as não tão boas assim…

Milão é uma comuna italiana, capital da província de Milão e da região da Lombardia. Cerca de 1 milhão e 300 mil habitantes vivem na cidade e se contarmos a região metropolitana, são mais de 7,4 milhões de pessoas. É a segunda maior cidade do país e é conhecida como a capital italiana da moda e design, famosa por suas lojas de grife chiquetérrimas (e caras!), com isso é a cidade perfeita para os apaixonados pelo mundo fashion. A cidade é o centro financeiro e comercial da Itália, mas ao mesmo tempo tem muita história, arte, uma arquitetura linda e muita cultura.

Começamos nosso passeio comendo! Tínhamos acordado cedo e já era quase horário de almoço, então precisávamos “abastecer” antes de começar as andanças pela cidade.

Fomos até o Antica Pizza Fritta da Zia Esterina Sorbillo, para comer, adivinha?! Uma pizza frita! 😀

Gostamos da “novidade” (você já comeu pizza frita?!) e alimentados, nosso passeio começou oficialmente!

Voltamos para a Piazza del Duomo, onde fica o Duomo di Milano, que é a catedral de Milão.

Em estilo gótico, a catedral é muito grande, tem capacidade para 40 mil pessoas. O Duomo começou ser construído no ano de 1386 e demorou séculos para ficar pronto. A cor muito característica do edifício é devido ao mármore branco-rosa de Candoglia usado na construção, que é extraído da região do Lago Maggiore. A igreja tem uma marmoraria própria, de onde ainda hoje saem placas de mármore quando é necessário fazer alguma restauração. Só na fachada, que foi feita em 8 anos por ordem de Napoleão, foram usados mais de 8.000 blocos de mármore.

O Duomo abre das 8h às 19h. Se você quiser apenas ver o Duomo, o preço mínimo da entrada é de 3 euros e nesse ticket está incluído a visita a catedral, ao Museu do Duomo e a Chiesa di San Gottardo in Corte (que fica pertinho do Duomo). Existem tickets separados para visitar o terraço e a área arqueológica e também existem tickets combinados. Nós optamos pelo Duomo Pass B, que custou 12 euros cada e nos dava direito a visitar a catedral, o terraço subindo de escada, o Museu do Duomo a área arqueológica e a Chiesa di San Gottardo in Corte. Existe a opção do Duomo Pass B, que custa 16 euros e a única diferença é que você sobre de elevador até o terraço.

A igreja é lindíssima, tanto por dentro quanto por fora. Na parte de dentro admiramos os belos vitrais, que contam histórias de profetas e santos e que foram retirados durante a Segunda Guerra Mundial e substituídos por placas de madeira.

Visitamos também a cripta de São Carlos Borromeo, onde fica o túmulo do santo, que viveu no século XVI e foi arcebispo de Milão e a área arqueológica onde ficam as ruínas da época romana, da igreja de Santa Tecla e da Basílica de Santa Maria Maggiore.

Área arqueológica do Duomo di Milano.

O terraço é um espetáculo a parte e apesar de termos subido de escada, achamos bem tranquilo, já subimos escadas piores! Lá de cima você consegue ver Milão do alto e apreciar de perto os pináculos e estátuas da catedral.

Ficamos uns minutos descansando no terraço e descemos para continuar o passeio.

Na Piazza del Duomo também está o Museu del Novecento, que foi inaugurado em 2010 e como o próprio nome diz, é dedicado aos anos 1900s, ou seja, à arte do século XX. O museu fica instalado no edifício do Palazzo dell’Arengario, local de onde Mussolini costumava governar. A entrada custa 5 euros. Duas horas antes do museu fechar e as terças-feiras a partir das 14h a entrada é gratuita. Fica a dica para os amantes de museus que querem economizar uma graninha! Para saber os horários do museu, clique aqui (em italiano).

Museu del Novecento

Ao lado do Museu del Novecento fica o Palazzo Reale, que hoje em dia é um centro cultural, mas por séculos foi sede do governo de Milão e residência real. A entrada custa 12 euros. Apenas demos uma olhadinha por fora, já que não tínhamos a intenção de entrar em museus nesse dia.

E, como várias coisas acontecem ao redor da Piazza del Duomo, por ali também está um ícone da cidade, a Galleria Vittorio Emanuelle II. Construída entre 1865 e 1877, tem um teto bem característico, feito de ferro e vidro, e lá estão várias lojas famosas como Prada e Louis Vuitton e também alguns cafés e restaurantes. Durante a Segunda Guerra Mundial foi bombardeada, mas foi restaurada e é um corredor muito elegante que liga a Piazza del Duomo a Piazza della Scala.

Galleria Vittorio Emanuelle II

Se você for até Milão, passar pela galeria e ver algumas pessoas dando voltinhas apoiadas no calcanhar, não se preocupe, é apenas mais uma dessas “tradições” meio sem sentido que existem por aí, hehe… O chão da galeria é muito bonito e cheio de mosaicos, a tradição/superstição é, colocar o calcanhar do pé direito na região destinada aos testículos do touro (no desenho do mosaico!!) e dar três voltinhas. É meio vergonhoso ficar fazendo isso no meio da galera?! É! Mas é pra dar sorte, então por via das dúvidas, a gente vai lá e faz!!! 😛

Atravessamos a Galleria Vittorio Emanuelle II até a Piazza della Scalla, onde fica o Teatro alla Scalla, uma das mais famosas casas de ópera do mundo.

Teatro alla Scala

O teatro foi inaugurado em 1778, e quem mandou construir foi a imperatriz Maria Teresa da Áustria, em 1776, para substituir um outro teatro que existia no local e foi destruído por um incêndio. Ele tem capacidade para mais ou menos 2 mil pessoas. e é uma obra do arquiteto Giuseppe Piermarini.

Pelo Teatro alla Scala já passaram vários compositores famosos, como por exemplo, Verdi. E  também tenores e sopranos, como Luciano Pavarotti, Maria Callas, Plácido Domingo, Montserrat Caballé, além de vário bailarinos mundialmente conhecidos. Dizem que quando abre a temporada de ópera, os ingressos são super concorridos, e a dica para quem tem vontade de assistir um espetáculo nesse teatro, é procurar pelas apresentações de balé que são menos visadas.

Existe também a possibilidade de visitar o Museu Teatral do Scala, custa 9,75 euros. Uma outra opção é fazer uma visita ao museu + visita guiada ao teatro, custa €25,75. Essas visitas são em italiano ou inglês, e com horário marcado.

Como já estávamos muito perto, seguimos para o Quadrilátero da Moda ou Quadrilátero do Ouro, um dos centros de compra mais famosos do mundo e uma área muito sofisticada de Milão. As quatro principais ruas do quadrilátero são, a Via Montenapoleone, Via della Spiga, Corso Venezia e Via Manzoni. Na região estão lojas de grife super caras, como Gucci, Valentino, Dolce & Gabanna e também grandes joalherias, hotéis de luxo e restaurantes.

Vitrine da Dolce&Gabanna, a minha favorita!

Bom, apenas “passamos” pelas ruas cheias de lojas chiques porque no momento, comprar nessas lojas está fora do nosso alcance. Quem sabe no futuro! 😀

E fomos a caminho do nosso último ponto visitado do dia, o Giardino Pubblici Indro Montanelli, que é o parque público mais antigo da cidade, que foi inaugurado no final do século XVII e tem esse nome desde 2002, em homenagem ao jornalista italiano Indro Montanelli.

Giardini Pubblici Indro Montaneli, Milão.

Dentro do parque fica o planetário da cidade e também o Museu Cívico de História Natural (a entrada custa 5 euros).

E assim terminou o nosso primeiro dia em Milão, com vários lugares novos conhecidos e a descoberta dessa cidade italiana lindíssima. No final do vídeo (que está logo abaixo) eu falo sobre algo que não nos agradou muito na nossa passagem por lá (nada que prejudicasse o passeio!), então os convido a assistir para saber e principalmente para ver mais detalhes desses locais que citei no post.

Mapa do nosso roteiro pela cidade:

Vídeo do primeiro dia em Milão:

 

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