Viagem

Milão – Itália – Parte 2/2

18/12/2017

Nosso segundo dia em Milão não poderia começar de outra forma: comendo!

Quando vamos visitar uma cidade acordamos cedo, e temos toda uma rotina antes de ir para o centro. Essa rotina envolve banho, café da manhã, alimentar e passear com a Laka (nossa cachorra), nos arrumarmos e sairmos em direção ao transporte público que nos levará ao centro.

Como viajamos de motorhome, os campings/estacionamentos normalmente ficam afastados do “centrão” das cidades. Então, dificilmente começamos nossas visitas cedinho, é sempre próximo do horário do almoço, por isso fomos em direção a Vianson – Focaccia al Formaggio, onde comemos uma focaccia maravilhosa, de queijo com pesto, que tinha acabado de sair do forno… Foi nossa primeira focaccia na Itália e depois dela não conseguimos encontrar uma tão boa (deve existir, apenas não encontramos, rs…). Dá água na boca só de lembrar!

Vianson

Alimentados, fomos para o Castello Sforzesco, que foi mandado construir no século XV, pelo duque de Milão na época, Francesco Sforza. O castelo foi levantado sobre restos de uma outra fortificação que já existia no local desde o século XIV, quando em Milão reinava a família Visconti.

Por séculos os milaneses não curtiam muito o castelo porque o consideravam símbolo da tirania e dominação estrangeira. Mas no século XIX, quando a Itália foi unificada, o local se tornou um centro cultural e hoje é um dos símbolos da cidade.

O Castello Sforzesco sobreviveu à disputas e guerras, mas claro que para ser encontrado com o vemos hoje, aconteceram várias reconstruções, restaurações e reformas. O castelo hoje em dia abriga vários museus e nele você pode encontrar afrescos de Leonardo da Vinci (do ano 1498) e a Pietà Rondanini, a última obra de Michelangelo.

A entrada no pátio do castelo é gratuita, e por 5 euros você pode visitar todos os museus do complexo. O castelo abre todos os dias da semana das 7h às 19:3oh e os museus de terça a domingo, das 9h às 17:30h (última entrada as 17h). As terças, depois das 14h, de quarta a domingo após as 16:30h e todo primeiro domingo do mês, a entrada é gratuita.

Castello Sforzesco

Apesar de não termos interesse de visitar nenhum dos museus, tínhamos interesse em ver os afrescos de Leonardo da Vinci e a obra da Michelangelo. No entanto, quando fomos comprar os ingressos, descobrimos que os afrescos estavam sendo restaurados e portanto, a sala estava fechada para visita. Acabamos desistindo de comprar a entrada e fomos para o Parco Sempione, que fica atrás do castelo.

Na Idade Média, o Parco Sempione era o bosque particular da família Visconti. No século XIX, quando reestruturaram o castelo, o parque também foi reestruturado e passou a ser público.

A área é ótima para fazer um piquenique, descansar, tomar um solzinho, observar as pessoas. Dentro tem bar/restaurante, quiosque para comprar sorvete e algumas atrações, como a La Torre Branca, uma torre de mais de 100 metros de altura onde é possível subir para admirar a cidade do alto (é paga), o Arco della Pace, que Napoleão mandou construir, e o Aquário de Milão.

Parco Sempione, Milão.

La Torre Branca

Arco della Pace

Depois de tomar um gelato e dar um passeio bem rápido pelo parque, fomos caminhando até a igreja Santa Maria delle Grazie, que é uma igreja e convento dominicano com arquitetura em estilo renacentista, e está na lista de Patrimônios Mundiais da UNESCO.

Mandada construir no século XV, pelo duque de Milão na época, Francesco Sforza, quando olhamos por fora, vemos uma igreja bonita, mas “apenas” mais uma das igrejas bonitas italianas. Mas, essa não é “só” mais uma igreja! Dentro do refeitório fica uma obra de arte conhecida mundialmente: A Última Ceia, de Leonardo da Vinci, obra encomendada por Ludovico Moro (que foi o duque de Milão depois de Francesco Sforza), no século XV, para decorar uma das paredes do refeitório. Foi pintada entre 1494 e 1498 e restaurada entre 1979 e 1999. E para quem não sabe que pintura é essa tão famosa, é a pintura que representa a última ceia de Jesus Cristo com os apóstolos antes dele ser preso e crucificado.

A Última Ceia tem 4,6m x 8,8m e quando a igreja foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial, o mural só não foi destruído porque foram usados sacos de areia para protegê-lo. Agora a pergunta que não quer calar: “E aí Maureen, você viu a tal da pintura famosa?”. E a resposta doída: “Não…” 🙁

Para ver a obra de Da Vinci, é necessário reservar antecipadamente pelo site e como na nossa vida na estrada é muito difícil saber onde estaremos no próximo mês, nos próximos dois meses ou três, não tivemos como fazer isso com antecedência. Quando estávamos na cidade, dei uma olhadinha no site, porque “vai quê”, né? Mas não tinha nadica, a não ser que eu quisesse voltar para Milão em dois meses, aí sim! Normalmente as vendas abrem com aproximadamente 3 meses de antecedência, então, se você tem viagem marcada para Milão e tem a intenção de ver a obra, tem que ficar esperto. O site oficial para a reserva é esse aqui: www.vivaticket.it

A visita é feita em grupos de 25 pessoas e dura só 15 minutinhos. Custa 10 euros (e eles cobram mais 2 euros pela reserva) e você também pode reservar um audioguia (não tem em português, mas tem inglês, italiano, espanhol e outras línguas), que custa 3,50 euros.

Dizem que quem vai para Milão, “tem” que ver a pintura. Olha, eu tenho meus poréns com essa coisa de “tem”, rs… Acho que ninguém tem que nada, hehe… Adoraríamos ver, mas não deu, e nem por isso deixamos de curtir a cidade. 😉

De consolação ficou a visita à igreja, que é gratuita. 😉

Santa Maria delle Grazie

Santa Maria delle Grazie

Ainda faltava um lugar para visitar na cidade e estava a uns 2km de distância. Resolvemos ir andando para curtir um pouco mais as ruas de Milão.

Caminhamos até o Navigli, que é uma zona boêmia e sai um pouco do centro onde está a maioria dos pontos turísticos. Se tivéssemos ido de metrô, a estação seria a Porta Genova.

Os navigli são canais que foram construídos entre os séculos XV e XVIII para possibilitar a navegação de rios e lagos até o centro de Milão. Com o passar dos anos, os canais foram perdendo sua função e a vida no bairro passou a ter outro ritmo, bem agitado e noturno.

A região é cheia de bares e restaurantes e em Milão existe um costume maravilhoso chamado aperitivo, que consiste em pagar por um drink em um bar e ter um buffet de petiscos incluído no preço. Bom, né?! Achei ótima ideia e pelo jeito é muito comum entre os milaneses saírem de aperitivo e depois esticarem em um restaurante para o jantar.

Esse foi nosso segundo e último dia de passeio por Milão e espero que vocês tenham gostado. Foi um dia mais tranquilo se comparado ao primeiro, mas não menos importante.

Nossa parte favorita de Milão?! A região de Navigli! Quando falamos em voltar pra cidade, sempre falamos em alugar um apartamentinho no bairro por uma semana e apenas ficar passeando por ali, curtindo todos os barzinhos, os aperitivos e os entardeceres nos canais.

Mapa do nosso roteiro por Milão – dia 02:

 

Vídeo do nosso segundo dia de passeio:

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