Portugal, Viagem

Coimbra – Portugal

07/12/2016
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Coimbra é uma cidade portuguesa situada entre Lisboa e o Porto. Banhada pelo Rio Mondego, tem aproximadamente 140 mil habitantes. Antes de Lisboa ser a capital de Portugal, era Coimbra que tinha esse “cargo”. É uma cidade historicamente universitária, devido à Universidade de Coimbra, que foi fundada em 1290 e é uma das maiores universidades de Portugal.

Começamos nosso passeio por Coimbra “do outro lado” da Ponte de Santa Clara, pois de lá se tem uma vista muito bonita da cidade, ótima para fotos!

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Atravessamos a ponte, que passa sobre o Rio Mondego para começar nosso passeio. O Rio Mondego é o quinto maior rio português, ele nasce na Serra da Estrela e tem sua foz no Oceano Atlântico, junto à cidade de Figueira da Foz.

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Fomos caminhando pela R. Ferreira Borges até a Porta de Barbacã, que era a entrada principal da cidade no período islâmico. Passando por ela, logo à direita, já está o Arco e Torre de Almedina, que também fazia parte da muralha medieval e era um sistema defensivo da cidade. A função da torre era vigiar e defender a principal porta de acesso ao interior da muralha, foi construída no séc. XI, mas durante os séculos foi remodelada e reformada.

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Porta de Barbacã e Arco e Torre de Almedina

Depois de subir vários lances de escada, chegamos na Sé Velha, um dos edifícios em estilo românico mais importantes de Portugal. A construção teve inicio no séc. XII e a Sé foi construída em calcário amarelo. Ao longo dos tempos sofreu várias intervenções e reformas e acredito que esteja precisando de uma outra reforma. Quando passamos por lá, achei a igreja um pouco abandonada, uma pena…

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Sé Velha de Coimbra

O claustro, que foi construído no século XIII, é muito bonito e foi minha parte preferida da visita. Para entrar na catedral e no claustro, pagamos €2,50. E não falei no vídeo, mas no claustro tinha dois moços, acredito que estudantes da universidade, que fizeram uma foto nossa. Eles revelam na hora e você pode comprar, junto com um livro com fotos e informações da cidade. Se não me engano o preço cobrado era de €10,00. Não compramos para economizar e porque não gostamos da foto, mas é uma lembrança legal da cidade.

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Claustro da Sé Velha de Coimbra.

Da Sé, subimos mais um pouquinho, e chegamos na Universidade de Coimbra.

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Universidade de Coimbra

Fundada em 1290, em Lisboa, a universidade foi transferida para Coimbra em 1537. É uma das universidades mais antigas do mundo, a mais antiga de Portugal e uma das maiores do país. Possui aproximadamente 20 mil estudantes, muitos deles estrangeiros. Em 2013 foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco. Parte do prédio da universidade e o Paço das Escolas, faziam parte do Palácio Real português, quando a capital de Portugal ainda era Coimbra (no ano de 1255, o Rei D. Afonso III mudou toda a corte de Coimbra para Lisboa, porque a cidade tinha se tornado a maior e mais importante do país).

Passeamos pelo pátio, que tem o nome de Paço das Escolas e é o núcleo histórico da universidade. E compramos a entrada, que custou €9,00 e nos dava o direito de visitar a Sala dos Capelos, a Sala do Exame Privado, a Sala das Armas, a Capela de São Miguel e a Biblioteca Joanina. Existem vários tipos de entradas, para visitar diferentes espaços da universidade, a que escolhemos chama “Programa 3 – Paço das Escolas” e pelo que pesquisei, subiram o preço um pouquinho, agora custa €10,00.

Vou dedicar algumas linhas a mais para falar sobre a nossa experiência na visita a universidade. A importância histórica da universidade e de toda a área onde ela está, não tem que ser discutida. É um lugar muito importante de se passar na sua visita a Coimbra. Quanto a pagar os 10 euros para visitar por dentro, vai do seu orçamento e dos seus interesses pessoais. Lembrando que, não se pode fotografar nem filmar nada por dentro, o que eu filmei foi colocando minha própria conta em risco.

Vou descrever cada lugar que estava incluso na nossa entrada e o que eu achei (essa é apenas minha opinião pessoal).

Biblioteca Joanina: o principal motivo que eu quis pagar para entrar na universidade, foi pela biblioteca. Eu tinha visto fotos e estava louca para conhecer. Realmente não decepciona, o local é incrível! Ela foi construída no século XVIII e é um dos expoentes do Barroco Português. É uma das mais ricas bibliotecas européias. Ficou conhecida como “Joanina” em honra ao Rei D. João V, que patrocinou a construção. Além do salão nobre, na visita à biblioteca também inclui os outros pisos, um dedicado ao depósito de livros e um outro local onde era a prisão da universidade (no vídeo eu explico um pouco mais sobre essa prisão e quem ficava preso ali).

A Capela de São Miguel: construída no século XI, é a capela da universidade e também uma Capela Real. Apenas quem tem ligação direta com a universidade pode se casar, ou celebrar outras cerimônias nessa capela. Muito bonita, mas quando visitamos estava em reforma e claro, estava tudo muito bagunçado. Aliás, estava aberta, qualquer um poderia vê-la, sem pagar por isso. Hoje em dia a capela não está mais em reforma.

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Biblioteca Joanina e Capela de São Miguel (em reforma).

Sala das Armas: é onde ficam as armas da extinta Guarda Real Acadêmica. Uma sala bonita, mas mal conservada. O teto, que é todo pintado, estava com umidade e descascando. Não sei se está nos planos da universidade restaurar essa sala, mas espero que sim, porque é um pouco triste ver um lugar com tanta história sofrendo pela ação do tempo.

Sala do Exame Privado: local onde realizavam as provas de doutorado. E como o próprio nome da sala diz, era um exame privado, oral, apenas aluno e professor, durante a noite e com portas fechadas. Também era o antigo aposento do Rei.

Sala dos Capelos: onde se realizam as principais cerimônias acadêmicas e foi a primeira sala do Trono de Portugal. Uma sala muito bonita, mas que só podemos ver das janelas que normalmente são deixadas abertas, mas que no dia da nossa visita estavam fechadas porque um aluno estava defendendo sua tese de doutorado.

Enfim, a conclusão que cheguei no dia da visita, e que falo no vídeo, é que €9,00 era um pouco caro para o que eles estavam oferecendo. Mas, hoje em dia, já não acho tão caro assim, mas é porque já visitamos muitos lugares, em diferentes países e comparando com outras entradas em outros pontos turísticos, o que pagamos para ver a universidade ficou até “barato”. Estou fazendo minha parte de dividir com vocês a minha impressão, porque gosto de passar a realidade de cada lugar. Acredito que a universidade só deveria rever alguns pontos como não poder fotografar, apenas poder ver a sala desde a janela e também conforme o orçamento permitir, restaurar o que não está tão legal assim. É muito bom quando a gente pagar para entrar em um lugar e sai feliz de ter deixado o nosso rico dinheirinho ali… E confesso que não saí tão feliz assim quando visitei a universidade. Fica a dica. 😉

Da universidade fomos em direção ao Mosteiro de Santa Cruz, que  foi fundado em 1131, quando a cidade foi conquistada pelos cristãos. Quem apoiou a fundação do mosteiro foi D. Afonso Henriques, que foi o primeiro rei de Portugal e D. Sancho I. Os dois estão sepultados na igreja do mosteiro, por isso ela também é considerada e chamada de Panteão Nacional. Chegamos na igreja do mosteiro e estava acontecendo uma missa, o horário para visita de turistas ao mosteiro já tinha terminado, mas conseguimos dar uma olhadinha por dentro da igreja e é muito bonita, com os característicos azulejos barrocos portugueses. A entrada na igreja é de graça e para visitar a sacristia e o claustro, o valor é de €2,50.

Coladinho (literalmente!) na igreja, fica o Café Santa Cruz. O edifício, no século XVI, era uma igreja, mas depois de anos deixou de ser igreja e foi usado como armazém, quartel da polícia e dos bombeiros e foi usado até como funerária. Se converteu em um café restaurante em 1923 e é um local muito tradicional da cidade.

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Mosteiro de Santa Cruz e Café Santa Cruz

Terminamos o nosso dia em Coimbra tomando um cafezinho no Café Santa Cruz. Pensei em terminar a visita e o vídeo nesse ponto, mas por indicação de uma amiga, resolvi voltar no dia seguinte para mostrar mais um lugar na cidade e assim poderíamos pegar a estrada para o próximo destino…

Então no outro dia, na parte da tarde, antes de deixarmos Coimbra, passamos na Quinta das Lágrimas.

A quinta e seus jardins são famosos por terem sido cenário do amor entre D. Pedro I e a fidalga D. Inês de Castro. Dom Pedro I tinha um amor proibido por Inês (eu conto a história no vídeo) e usava o cano que corria da Fonte dos Amores, na Quinta das Lágrimas até perto do Convento de Santa Clara para se comunicar com a amada. Ele colocava cartas em barquinhos de madeira que a água da fonte se encarregava de transportar.

Na quinta também está a Fonte das Lágrimas, que segundo a lenda, as águas dessa fonte tiveram origem nas lágrimas vertidas por Inês quando foi assassinada (sim, ela foi assassinada, é uma história de amor bonita e triste ao mesmo tempo). E o sangue de seu corpo teria deixado uma mancha de algas avermelhadas em umas rochas que estão na fonte.

Histórias e lendas a parte, o lugar é muito bonito e calmo. Reune espécies de plantas de todo o mundo. A entrada custa €2,50.

Na quinta também tem um hotel, instalado em um palacete. É um hotel pequeno e de luxo, com spa e restaurante chique, hehe… Não fomos até lá para conhecer o palacete e o hotel, mas, quem sabe numa próxima visita a Coimbra não nos hospedamos nele?! 😀

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Jardim da Quinta das Lágrimas

Amores, esse foi nosso passeio por Coimbra, espero que vocês tenham gostado. O mapa abaixo mostra o nosso roteiro no primeiro dia e também está o ponto onde fica o hotel da Quinta das Lágrimas porque não consegui marcar a entrada exata para os jardins. Mas chegando no hotel, fica fácil de se localizar. Aliás, uma ótima desculpa para dar uma espiada no hotel/palacete é ir até lá para pedir informações de onde fica a entrada dos jardins! 😉 Logo mais abaixo está o vídeo também!

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