Viagem

Edimburgo – Escócia (parte 1)

20/10/2017

Edimburgo é a capital da Escócia e tem aproximadamente 500 mil habitantes, com isso, é a segunda cidade mais populosa do país (a primeira é Glasgow).

A Escócia faz parte do Reino Unido e depois que o parlamento do país foi unificado com o da Ingalterra, Edimburgo perdeu sua força política, mas permaneceu um importante centro econômico e cultural. A cidade está dividida entre Old Town e New Town, e no nosso primeiro dia na cidade passeamos pela Old Town, que é onde fica o famoso Castelo de Edimburgo.

O Castelo de Edimburgo é uma antiga fortaleza e fica no topo do Castle Rock (Rochedo do Castelo), uma rocha de origem vulcânica. É um dos mais importantes castelos da Escócia. O valor da entrada é 17 libras e na minha opinião vale muito a pena porque dentro do castelo existem várias atrações, entre elas museus, prisões militares e de guerra, as Jóias da Coroa, os Apartamentos Reais e a Capela de Santa Margarida.

Existem indícios de que no séc. XI já havia um castelo no Castle Rock, mas foi no séc. XII que esse castelo se tornou uma Fortaleza Real, com a função de proteger a família real e a cidade na época. Desde então o castelo sofreu várias mudanças, novas construções foram feitas e ele teve outras funções além de forte.

Se você, assim como eu, gosta de passear com calma, observar, tirar fotos, aprender e ver as atrações turísticas com carinho, recomendo separar umas 4 horas para visitar o Castelo de Edimburgo. 😉 Se o seu estilão é mais “vou visitar correndo, fazer umas selfies/fotos e já está bom”, duas horas é o suficiente. 😀

Castelo de Edimburgo

Entre as atrações dentro do castelo, está o One O’Clock Gun.

Desde 1861, às 13h, ocorre um tiro de canhão no pátio do Castelo de Edimburgo. Acontece quase todos os dias, menos aos domingos, dia de Natal e na Sexta-feira Santa. Esse disparo era feito para que os navios acertassem seus relógios marítimos que precisavam para navegar.

A tradição se manteve, mas hoje em dia é uma atração turística e não tem uma função específica como antes.

Aguardando o One o’clock Gun.

Com o o castelo fica em um lugar alto, a vista lá de cima é muito bonita:

Saímos do Castelo de Edimburgo e fomos para o The Scotch Whisky Experience (Experiência do Whisky Escocês), que é composto de um tour de uma hora explicando sobre todo o processo da fabricação do whisky.

No final do tour tem uma degustação numa adega que contém a maior coleção de whisky do mundo, que era de um brasileiro, mas em 2008 ele vendeu sua coleção para uma empresa do ramo de bebidas, e essa empresa “emprestou” para a atração Whisky Experience.

Existem algumas opções de tour, nós optamos pelo Silver que era o mais barato (£15,00), mas existe um tour que inclui até um jantar e o preço é de £70,00. O copo de cristal que é fornecido para a degustação está incluído no preço (ou seja, você pode levar pra casa!!).

Recomendo comprar a entrada online, que foi o que fizemos, para garantir o dia e horário. Mas se por um acaso você não conseguir se programar, dá para tentar comprar lá diretamente, mas não é certo que eles terão horário para o mesmo dia.

Deixe para o mesmo dia a visita ao Castelo de Edimburgo e o The Scotch Whisky Experience, porque eles ficam bem próximos. E se você tiver interesse em saber como é o processo para a confecção de um kilt (a saia que os escoceses usam), praticamente na frente do edifício do Whisky Experience fica o Tartan Weaving Mill & Exhibition, a entrada é grátis e dentro do edifício tem loja de souvenir, local para tirar foto caracterizado, entre outras coisas.

A maior coleção de whisky do mundo.

Parte do tour onde o guia explica sobre os diferentes tipos de whisky.

Saímos do tour e fomos caminhando pela Royal Mile, a principal via do centro histórico de Edimburgo. Estávamos com fome e paramos no primeiro lugar que vimos, e foi o Cafe Hub, que fica dentro do The Hub, que é um local usado para eventos no geral e também é a “casa” do Festival de Edimburgo (festival de arte e cultura), que acontece uma vez ao ano na cidade.

O atendimento no Cafe Hub foi bem ruinzinho. Comemos dois sanduíches que estavam bem gostosos e tomamos um café para continuar nossa caminhada com mais energia.

Voltando a falar mais sobre a Royal Mile, como o próprio nome diz, a extensão da rua é de aproximadamente 1 milha escocesa (1,8km) e liga dois pontos históricos da cidade: o Castelo de Edimburgo e o Palácio de Holyrood. Na verdade, a Royal Mile é composta por várias ruas, entre elas Castle Esplanade, Castlehill e Launmarket.

É a principal rua da Old Town e uma rua turística muito movimentada de Edimburgo. Tem lojas, bares, atrações. Nós apenas passamos pela Royal Mile, mas dá pra ficar o dia inteiro perambulando entre o Castelo e o Palácio. Não pesquisei preços, mas li que é melhor comprar whisky na Royal Mile do que nas lojas dentro do Castelo ou do The Scotch Whisky Experience.

Royal Mile

Na Royal Mile fica a St. Gile’s Cathedral (Catedral de Santo Egídio), que como o próprio nome diz, é dedicada a St. Giles, o padroeiro da cidade. É uma igreja presbiteriana (considerada a igreja matriz do presbiterianimo na Escócia) e foi fundada no séc. XII, como igreja católica, mas passou a ser protestante depois que a igreja escocesa cortou laços com Roma e o Papa, em 1560. A igreja como se apresenta hoje é do séc. XIV e no séc. XIX sofreu uma reforma.

A catedral também recebe o nome de High Kirk of Edinburgh. A entrada é grátis e a visita guiada ao telhado custa 6 libras.

St. Giles’ Cathedral

Também na Royal Mile fica o Mary King’s Close (Beco de Mary King), que é um beco antigo que costumava ser aberto, mas acabou subterrâneo quando construíram novos edifícios sobre ele para modernizar essa parte da cidade. O nome vem de uma jovem que chamava Mary King e era filha do advogado Alexander King, que no séc. XII tinha várias propriedades no beco.

No séc. XVII o Mary King’s Close e outros becos da região, estavam no coração de Edimburgo, em uma parte bem movimentada, mas com o passar dos anos e a construção de novos edifícios acabou parcialmente demolido e ficou fechado ao público. Foi reaberto em 2003 e hoje em dia é uma atração turística. A visita custa £14,95. Existem várias historias e lendas sobre esse local… fantasmas, assassinatos, vítimas da peste negra que foram enclausuradas e abandonadas até a morte. O que é real e o que é invenção para atrair turistas, não sabemos… Nós não entramos por vários fatores e um deles foi porque eu queria filmar e tirar fotos, mas lá dentro é bem escuro.

E como eu disse que na Royal Mile ficam várias atrações, nela também está o Museu de Edimburgo (Museum of Edinburgh), que fica instalado em uma casa do séc. XVI. Esse museu conta uma pouco da história da cidade através de objetos arqueológicos e documentos. A entrada é gratuita e nesse eu queria entrar, mas quando passamos por lá, já estava fechado (fecha às 17h).

Museu de Edimburgo

Ainda na Royal Mile, que nessa altura já parecia que tinha “miles” de extensão porque não acabava nunca, fica o Parlamento Escocês (Scottish Parliament). A construção do edifício começou em 1999 e foi inaugurado em 2004. O arquiteto responsável foi o espanhol Enric Miralles, que morreu antes da inauguração.

É possível fazer visitas guiadas gratuitas pelo parlamento, e dependendo do dia até assistir uma sessão/debate.

Parlamento Escocês

E no final da Royal Mile (ufa!!) fica o Palácio de Holyrood, ou Holyroodhouse. O palácio foi fundado inicialmente como um mosteiro, no séc. XI. e a partir do séc. XV foi usado como principal residência dos reis e rainhas da Escócia.

A rainha Elizabeth II costuma usar esse palácio no início de cada verão. Pertinho do Holyroordhouse fica a Queen’s Gallery, um espaço que abriga objetos e quadros que fazem parte da coleção Real.

A entrada só para o palácio custa 12,50 libras e combo palácio + Queen’s Gallery custa 17,50 libras.

Quem tem realmente interesse em visitar esses locais tem que ficar bem atento aos horários que mudam conforme a época do ano. Se você quiser saber mais, é só clicar ali em cima onde está escrito Palácio de Holyrood e grifado, que vai direto para o site com as informações.

Porta da Queen’s Gallery.

Palácio de Holyrood.

E para terminar nosso dia em Edimburgo, fomos ao Holyrood Park ou Queen’s Park, que é um Parque Real que fica no centro de Edimburgo.

O Holyrood Park foi criado no ano de 1541 pelo Rei James V para ser usado como um campo de caça para a realeza. É um local com lagos, penhascos, ruínas e é incrível pensar que tudo isso dentro da cidade.

Vista de uma das colinas do Holyrood Park.

A maior atração do parque é sem dúvida o Arthur’s Seat, uma colina de origem vulcânica e o ponto mais alto de Edimburgo, com 251 metros de altura. É um dos símbolos da cidade e apesar de não termos subido porque já estava começando escurecer (e estávamos cansados!!), tenho certeza de que a vista lá de cima é maravilhosa!

Uma das teorias para a origem do nome é de que teria alguma coisa a ver com o Rei Artur, mas também pode ser uma modificação de Archer’s Seat (o assento do arqueiro), uma referência ao uso da colina como local de defesa de Edimburgo.

Arthur’s Seat

E assim terminou nosso primeiro dia em Edimburgo. Semana que vem tem mais passeio por essa cidade que eu gosto tanto!!

Mapa do nosso roteiro:

Vídeo do nosso primeiro dia de passeio por Edimburgo:

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