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Sintra – Portugal

30/11/2016
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Sintra é uma cidade… Ops! Sintra não é uma cidade, já que ela nega esse título, e sim uma “vila” que fica na Serra de Sintra, a aproximadamente 30 quilômetros do centro de Lisboa.

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Para se deslocar de Lisboa até Sintra, a melhor opção é de trem (ou comboio, como dizem os portugueses), que sai da Estação do Rossio na capital portuguesa e vai até a estação de Sintra. Como muitos de vocês sabem, nós viajamos de motorhome, então fomos dirigindo mesmo… 🙂

Sintra tem muitas belezas naturais e vários palácios que deixam a cidade com um ar romântico, até meio mágico. A vila é Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO e durante séculos serviu como refúgio da família real portuguesa e também de muitos outros “abastados” que construíram ali seus palácios e palacetes. A beleza natural, aliada a arquitetura e o charme, fazem de Sintra um destino turístico muito procurado, sendo uma alternativa de bate e volta desde Lisboa.

Na minha singela opinião, Sintra merece mais do que um dia de visita… Foi minha segunda vez na cidade, na primeira passei algumas horas e visitei o Palácio Nacional da Pena e nessa segunda visita, optei por visitar o Palácio Nacional de Sintra, a Quinta da Regaleira e também por comer os famosos  travesseiros de Sintra.

Tivemos apenas meio dia para desbravar um pouco mais dessa jóia portuguesa, mas deu pra sair ainda mais encantados do que da primeira vez que visitamos.

Começamos o dia no Largo Rainha D. Amélia, em frente o Palácio Nacional de Sintra (ou Palácio da Vila). Esse palácio foi utilizado pela família real portuguesa até o final da monarquia, no ano de 1910 e hoje em dia é um museu. Antigamente era um palácio para os governantes muçulmanos, mas no séc. XII, quando Portugal foi tomado pelos cristãos, sofreu várias renovações e passou a ser o palácio real de verão. A arquitetura do edifício atravessou diversas épocas e estilos, com um novo rei, sempre chegava uma nova reforma. Custa €8,50 para entrar.

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Palácio Nacional de Sintra

Como tínhamos preferência por visitar outro local, deixamos o palácio para o fim do dia, caso tivéssemos tempo.

Pertinho do Palácio da Vila, pegamos o ônibus 435 Villa Express 4 Palácios, ele sai da estação de Sintra e passa pelo Palácio da Vila, Palácio de Seteais, Palácio da Regaleira e o Palácio de Monserrate. Pagamos €2,50 e com esse ticket no percurso de ida, é permitido o desembarque e embarque em todas as paradas até ao Palácio de Monserrat (último da rota) e no percurso de volta, apenas é permitido o desembarque na parada onde efetivamente se pretende sair. No vídeo eu falo que é possível entrar e sair quantas vezes quiser porque foi assim que eu entendi quando o motorista me explicou, mas entendi errado. A verdade é que talvez nem precisávamos do ônibus já que a Quinta da Regaleira fica a apenas 900 metros do Palácio da Vila. Mas, fica o aviso: o caminho é um pouco difícil para quem tem dificuldade de locomoção, com calçadas estreitas por todo o percurso, então o ônibus facilita a vida.

A Quinta da Regaleira é um local misterioso, místico e bem enigmático. É composta por um palácio e um jardim imenso, que integra o próprio palácio, uma capela, lagos, caminhos, túneis, torres, poços, esculturas e outras construções. O Palácio da Regaleira é o edifício principal da quinta.

Quem mandou construir esse local no começo dos anos 1900’s foi Antonio Augusto Carvalho Monteiro, ou Monteiro dos Milhões, como era conhecido. Ele nasceu em 1850, no Rio de Janeiro e era filho de pais portugueses. Foi herdeiro de uma grande fortuna e era um homem excêntrico. Monteiro dos Milhões entregou o projeto e a construção da quinta a um cenógrafo e arquiteto italiano chamado Luigi Manini.

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Quinta da Regaleira

Pela quinta encontramos várias referências ao cristianismo, fraternidades, paganismo, literatura clássica, e por aí vai… É como se fosse um mundo fantástico, um mundo de imaginação criado por Monteiro Carvalho e seu arquiteto, cheio de mistério e esoterismo. Um lugar pra sentir, mais do que entender…

O preço para entrar na Quinta da Regaleira é €6,00 e a visita guiada €10,00.

Um lugar que eu queria muito ver era o Poço Iniciático, um desses lugares que nos deixam pensando “o que será que queriam dizer com essa construção?”. Enfim, acho que pra saber mesmo, com 100% de certeza, só ressuscitando o proprietário e seu arquiteto.

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Poço Iniciático, Quinta da Regaleira

Passamos um tempão na Quinta da Regaleira, e quando saímos, com muita fome, não tivemos dúvidas, fomos direto para a Piriquita, famosa pelos seus travesseiros e queijadas. Os travesseiros são os doces mais procurados pelos turistas e são compostos por massa folhada e um recheio feito de amêndoas, ovos e açúcar. Assim como os Pastéis de Belém, a receita está guardada a sete chaves.

Os reis, quando iam até Sintra, encomendavam doces na Piriquita, local que foi fundado em 1862, por uma senhora chamada Constância Pires, que tinha o apelido de Piriquita, por isso o nome do estabelecimento. A fábrica continua sendo um negócio familiar e já estão na sétima geração.

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Super satisfeitos e felizes por ter provado e aprovado os travesseiros, corremos pra ver se ainda dava tempo de visitar o Palácio da Vila, e dava! Demos um passeio rápido por dentro, admirando as diversas salas, algumas bem imponentes. Tudo muito bonito e é impossível entrar em um local desses e não ficar imaginando como era o movimento naqueles quartos e salões na época que reis e rainhas transitavam por ali.

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Palácio Nacional de Sintra

Mapa do nosso percurso dentro da vila:

Esse foi o nosso passeio por Sintra, um pouco curto, mas sincero! 🙂 Se você for até lá, indico visitar também o Palácio Nacional da Pena e o Castelo dos Mouros.

Não conheço o Castelo dos Mouros, mas sei que é um ponto muito visitado na cidade e no Palácio da Pena eu estive em 2012 e ele é o maior exemplar da arquitetura portuguesa do Romantismo.

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Vista do Palácio Nacional da Pena (maravilhosa!) e um tira-gosto da arquitetura do edifício…

Também existe um ônibus (autocarro, como eles dizem em Portugal) turístico que faz o itinerário até o Palácio Nacional da Pena, é o 434 Circuito da Pena. Ele sai da estação de Sintra e as paradas são: Parque da Liberdade, Museu do Brinquedo, Palácio da Vila, Castelo dos Mouros e Palácio da Pena. Custa €5,00 ida e volta e funciona como o 435, no sentido ascendente do percurso, é permitido o desembarque e embarque em todas as paradas até ao Palácio da Pena e no sentido descendente do percurso, apenas é permitido o desembarque na parada onde efetivamente se pretende sair.

Se você chegou nesse post e tem interesse em saber mais de Lisboa, aqui no blog tem alguns posts sobre a cidade (com vídeo). Para ver esses posts, clique nos links abaixo:

Lisboa 1

Lisboa 2

Lisboa 3

Lisboa 4

E claro que tem vídeo de Sintra também!! Clique abaixo para assistir:

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2 Comentários

  • Reply liliane 02/12/2016 at 6:53 pm

    Fui a Sintra e só visitei o Palácio da Penha, nem sabia que tinha tantos palácios belíssimos! Mas o que mais gostei foi passear pela ruas estreitas da vila de Sintra! Inclusive fui na Periquita também! Ma acho que a segunda vez que vamos a algum lugar sempre é melhor… sempre nos encantamos com coisas novas…

    • Reply Maureen Garcia 03/12/2016 at 4:08 pm

      Na minha primeira vez só visitei o Palácio da Pena também, nem passeei pelas ruazinhas pra você ter uma ideia, apenas vi de dentro do carro… Dessa vez fui com a ideia de ver a Quinta da Regaleira, mas na próxima, quero visitar o Castelo dos Mouros e mais algum outro palácio. Você conhece o Palácio Real de Queluz? Vi umas fotos outro dia e achei maravilhoso… Fica em Queluz, mais próximo de Lisboa do que Sintra. 🙂

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